ROSÁRIO DE LICURI e outras coisas de um Mercado Público Mineiro.

Estamos em Montezuma, norte de Minas Gerais, divisa com a Bahia, precisamente no Mercado Público.

MERCADO PÚBLICO MUNICIPAL DE MONTEZUMA – MG.
MERCADO PÚBLICO MUNICIPAL

O ROSÁRIO DE LICURI

O “rosário de Licuri” lembra mesmo um rosário cristão, de orações. Apenas uma diferença os separa: enquanto no rosário cristão as contas significam orações, o rosário de Licuri é comestível. O colar fica no pescoço e, de lá mesmo, as pessoas comem a amêndoa. 

O licuri, nicuri, dicuri, adicuri, ouricuri, alicuri, licurizeiro, urucuri, dentre outros nomes atribuídos à palmeira nativa da Caatinga.

O fruto do licurizeiro, um coquinho pequeco é muito importante para a economia em algumas regiões da Bahia, mas  ao mesmo tempo tão desconhecido nacionalmente, pode até ser pequeno no tamanho, mas com certeza é grande em seu potencial.

Do licurizeiro, se consegue fazer diversos produtos, como a própria amêndoa torrada, que ganhou três versões: a natural, a salgada e a adocicada com rapadura, além do óleo e do azeite extravirgem ou prensado a frio de licuri, da cerveja e do licor. Outros produtos como cocada, arroz, farofa, paçoca e até mesmo hidratante e óleo corporal, por exemplo, também podem ser produzidos com a amêndoa.

ROSÁRIO DE LICURI – E CASTANHAS DE LICURI

DAQUI ATÉ LÁ? UM QUEIJO E RAPADURA

No norte mineiro, muito se faz com o pouco que se tem.

Aqui em Minas pode-se comer queijo com rapadura ou rapadura com queijo; tanto faz.

Tem dito popular para tudo, desta feita para relacionar tempo e algumas vezes distância se diz:

 “Daqui até lá, tem um queijo e uma rapadura”; ou, “pra chegar, falta um queijo e uma rapadura”.

Visto que tudo dependa do tamanho do queijo e da doçura da rapadura, a ordem pode até importar!!!

RAPADURA E QUEIJO FRESCO

GALINHA CAIPIRA

Galinha caipira, ou caneludo é, na culinária brasileira, o termo usado para se referir ao galináceo doméstico criado solto em quintais e fazendas, em contraste com o de criação industrial ou de granja. Tal iguaria aparece como receita TRADICIONAL da culinária MINEIRO.

Reza a lenda, que os tropeiros norte mineiros comiam apenas carne de sol e farinha durante suas viagens e, ao retornar para casa, ansiavam por algo diferente. Assim, as famílias preparavam o frango caipira acompanhado de pirão, arroz branco e feijão tropeiro. Alguns contadores de história afirmam que a galinha caipira com quiabo e angu , de herança indígena, era usada para alimentar escravos, nos séculos XVII e XVIII.

Aqui no Norte Mineiro o FRANGO CAIPIRA esta para o MINEIRO como o CHURRASCO esta para o GAÚCHO.

GALINHA CAIPIRA – a venda no mercado público de Montezuma